Albert Camus

Albert Camus (1913-1960), escritor e filósofo franco-argelino, é o autor de O estrangeiro, A peste e O mito de Sísifo e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1957. Nasceu em Mondovi, na Argélia então francesa, e perdeu o pai, morto na batalha do Marne, antes de completar um ano; cresceu pobre em Argel, no bairro operário de Belcourt, com a mãe, que lavava roupa para fora. O professor primário Louis Germain o levou ao liceu e Jean Grenier à filosofia, que estudou na Universidade de Argel. A tuberculose, que apareceu na juventude, encerrou suas pretensões de goleiro e depois de professor. Em Argel fez jornalismo no Alger Républicain e teatro amador e publicou os ensaios de O avesso e o direito (1937) e Núpcias (1938). No começo da guerra mudou-se para Paris, onde publicou em 1942 O estrangeiro e O mito de Sísifo, que com a peça Calígula formam o que chamou de ciclo do absurdo. Durante a ocupação alemã entrou na Resistência e foi editor do jornal clandestino Combat. A peste (1947), crônica de uma cidade fechada por uma epidemia, abriu o ciclo da revolta, seguido pela peça Os justos (1949) e pelo ensaio O homem revoltado (1951), cuja crítica ao terror revolucionário e ao stalinismo levou ao rompimento com Jean-Paul Sartre. Depois vieram A queda (1956) e os contos de O exílio e o reino (1957), um deles inspirado na visita que fez ao Brasil em 1949. Na guerra de independência da Argélia defendeu uma saída negociada, contra o colonialismo e contra a violência dos dois lados. Morreu num acidente de carro perto de Villeblevin, em 1960, aos 46 anos; na pasta levava o manuscrito inacabado de O primeiro homem, romance autobiográfico publicado em 1994.

No catálogo