Margaret Mitchell

Margaret Mitchell (1900-1949), escritora e jornalista norte-americana, é a autora de E o vento levou, romance da Guerra Civil americana que lhe deu o Prêmio Pulitzer de 1937. Nasceu em Atlanta, na Geórgia, filha de um advogado ligado à sociedade histórica da cidade e de uma militante do voto feminino, e cresceu ouvindo parentes e veteranos confederados contarem a guerra e o incêndio de Atlanta. Estudava no Smith College, em Massachusetts, quando a mãe morreu na epidemia de gripe, em janeiro de 1919, e voltou para casa para cuidar do pai e do irmão. Em 1922 casou-se com Berrien Upshaw, que se revelou violento e de quem se divorciou dois anos depois, e começou a escrever reportagens para a revista de domingo do Atlanta Journal, onde publicou mais de duzentos textos até 1926. Em 1925 casou-se com John Marsh, que tinha sido padrinho do primeiro casamento. Presa em casa por uma lesão no tornozelo, começou em 1926 a escrever a história de Scarlett O'Hara, filha de um fazendeiro da Geórgia que atravessa a guerra e a Reconstrução para não perder a fazenda Tara, e guardou os originais por anos até vendê-los à editora Macmillan em 1935. Publicado em junho de 1936, E o vento levou vendeu um milhão de exemplares em poucos meses, ganhou o National Book Award daquele ano e teve os direitos de filmagem comprados por David O. Selznick; o filme, com Vivien Leigh e Clark Gable, estreou em Atlanta em dezembro de 1939. Foi o único romance que publicou em vida. Durante a Segunda Guerra batizou dois cruzadores da Marinha que levavam o nome da sua cidade. Em agosto de 1949 foi atropelada ao atravessar uma rua de Atlanta e morreu cinco dias depois. A novela A ilha perdida, escrita aos 15 anos, só foi publicada em 1996.

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