Ovid
Ovídio (43 a.C.-17 d.C.), Públio Ovídio Nasão, poeta latino das Metamorfoses, é contado com Virgílio e Horácio entre os três maiores de Roma. Nasceu em Sulmona, na Itália, numa família de cavaleiros, a segunda ordem da aristocracia romana, e foi para Roma estudar retórica em 31 a.C., com a ideia de seguir carreira de jurista. Depois de viajar a Atenas e à Ásia Menor e de ocupar cargos na administração romana, largou o Direito pela poesia. Começou com as cartas em verso das Heroides, em torno de 19 a.C., e seguiu com os Amores, a tragédia Medeia, que se perdeu, os Cosméticos para o rosto feminino (Medicamina Faciei Femineae), a Arte de amar, os Remédios do amor, as Metamorfoses e os Fastos. No auge, em 8 d.C., o imperador Augusto o baniu para Tomis, no mar Negro, hoje Constança, na Romênia, por razão que nunca se esclareceu. Lá escreveu Íbis, os Tristes e as Cartas do Ponto, e morreu em 17 d.C. sem ter voltado a Roma.