Thomas Mann

Thomas Mann (1875-1955), escritor alemão, é o autor de Os Buddenbrook, A montanha mágica e Morte em Veneza e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1929. Nasceu em Lübeck, numa família de comerciantes de cereais; a mãe, Júlia da Silva Bruhns, era brasileira, de Paraty. Com a morte do pai, a firma foi liquidada e a família mudou-se para Munique, onde ele trabalhou numa seguradora antes de viver só de escrever. Os Buddenbrook (1901), crônica da decadência de uma família de Lübeck ao longo de quatro gerações, começada na Itália ao lado do irmão Heinrich, também romancista, o tornou conhecido aos 26 anos. Casou-se em 1905 com Katia Pringsheim, com quem teve seis filhos, entre eles os escritores Klaus e Erika e o historiador Golo Mann. Vieram as novelas Tonio Kröger (1903) e Morte em Veneza (1912), e, depois de defender a Alemanha na Primeira Guerra nas Considerações de um apolítico (1918), aproximou-se da república de Weimar. A montanha mágica (1924), passada num sanatório dos Alpes suíços nos anos que antecedem a guerra, levou doze anos para ficar pronta. Crítico do nazismo, estava em viagem de conferências quando Hitler chegou ao poder em 1933 e não voltou: viveu na Suíça, perdeu a cidadania alemã em 1936 e em 1938 foi para os Estados Unidos, onde lecionou em Princeton, morou na Califórnia, naturalizou-se em 1944 e falou aos alemães pela BBC durante a guerra. No exílio completou a tetralogia José e seus irmãos (1933-1943) e escreveu Lotte em Weimar (1939) e Doutor Fausto (1947), a história de um compositor que faz um pacto com o diabo, imagem da queda da Alemanha. Em 1952 voltou à Europa e fixou-se perto de Zurique, onde publicou As confissões do impostor Felix Krull (1954) e morreu no ano seguinte.

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