A vegetariana

Han Kang

171 páginas, 2 edições no catálogo.

Nota média 4,0 (1 avaliação).

Depois de um sonho cheio de sangue, Yeonghye joga fora toda a carne da geladeira e para de comer carne. Num almoço de família em Seul, o pai a segura e tenta pôr carne de porco à força na boca da filha.

A vegetariana, de Han Kang, é dividido em três partes, cada uma vista por alguém próximo dela: a primeira é contada pelo marido, Cheong, em primeira pessoa; A mancha mongólica segue o cunhado, um videoartista obcecado pela mancha de nascença de Yeonghye; Árvores em chamas fica com a irmã, Inhye, que a visita num hospital psiquiátrico.

As três partes saíram antes em revistas literárias da Coreia do Sul e viraram livro em 2007. Há automutilação e sexo na segunda parte. A tradução inglesa ganhou o Man Booker International de 2016, e Han Kang recebeu o Nobel de Literatura de 2024. No Brasil houve antes uma edição da Devir (2013), traduzida por Yun Jung Im.

Esta edição da Todavia, de 2018, tem 176 páginas e tradução direta do coreano de Jae Hyung Woo.

2 leram, 1 abandonou, 1 resenha.

Edições (2)

Reviews da comunidade

Acho que o livro carrega metáforas, alegorias que a autora usa para falar de violências feitas contra mulheres e que são banalizadas ou ignoradas. Senti muito nojo com essa leitura, e ao mesmo tempo muita frustração - a vegetariana não é sobre comida, mas sim sobre a autonomia corporal, algo que a protagonista não tem em momento algum, uma decisão sobre o próprio corpo que ela não consegue tomar porque estão todos sempre querendo passar por cima. É um soco no estômago.

Nota 4,0 de 5.

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