Água Fresca para as Flores

Valerie Perrin

Violette Toussaint é zeladora de um cemitério no interior da França há vinte anos. As pessoas passam na casa dela para falar dos mortos e acabam falando de si.

Perto dos cinquenta, Violette carrega uma infância difícil, um marido que sumiu e feridas mais fundas que ela não mexe. A rotina dos túmulos, das flores e do café servido a quem chega é o que a mantém de pé.

Um dia aparece Julien Seul com um pedido esquisito: a mãe dele deixou escrito que queria as cinzas no túmulo de um homem que ele nunca ouviu falar. Para entender o pedido, Violette precisa desenterrar o próprio passado.

É romance francês de fôlego, que vai e volta no tempo e mistura luto com humor. São 480 páginas pela Intrínseca, com tradução de Carolina Selvatici.