As vacas não me olham mais na cara
136 páginas.
Numa cidade pequena e pobre do interior, uma menina sem nome cresce com a mãe, que ficou muda depois do parto, e com as vacas do quintal, que são as primeiras a ouvi-la. O mugido, diz ela logo no começo, é um dos sons mais bonitos que aprendeu na vida.
É o primeiro romance de Dora Freind, contado pela própria menina, com o vocabulário e a lógica de criança. A casa ao lado muda de moradores, e cada família deixa alguma coisa nela: Dona Lurdes, a vizinha que a ensina a ser gente; os Silvestre; Seu Lino, artesão e ventríloquo; Matilda; Juca, o primeiro namorado. O pai vai embora. O título diz o que muda no caminho: quanto mais palavras ela junta, mais longe fica das vacas.
Antes de ler: é livro único e curto, em prosa próxima da poesia, e passa por uma relação violenta e por uma morte, vistas por olhos de criança.
A edição da Editora Nós, de 2026, tem 136 páginas.
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- Editora Nós, 2026, 136 páginas