O jogo da amarelinha

Julio Cortázar

592 páginas, publicado em 1963, 2 edições no catálogo.

Assuntos: Ficção literária, Ficção.

Em Paris, Horacio Oliveira, argentino sem ofício certo, passa as noites discutindo jazz e filosofia com os amigos do Clube da Serpente e procura pelas ruas a Maga, uma uruguaia que ele encontra sem nunca marcar encontro. Depois de uma perda que o grupo não sabe encarar, ele volta a Buenos Aires, onde o esperam o velho amigo Traveler, a mulher dele, Talita, um circo e, mais adiante, um hospício.

O jogo da amarelinha saiu em 1963 com o título Rayuela e foi o livro que pôs Cortázar no centro do boom latino-americano. São 155 capítulos em três partes, e o autor abre o romance com um "tabuleiro de direção": dá para ler do capítulo 1 ao 56 em sequência e parar ali, ou começar pelo 73 e seguir o número indicado no fim de cada capítulo, passando pelos "capítulos prescindíveis" da terceira parte.

A pergunta de quem vai começar é qual caminho escolher. Os dois são do autor. A leitura em sequência conta a história inteira; a leitura saltada acrescenta recortes, citações e as notas de Morelli, um escritor velho que pensa o próprio romance, e termina num vaivém entre os capítulos 131 e 58, que se remetem um ao outro sem fim.

A edição da Companhia das Letras, de 2019, tem 592 páginas na tradução de Eric Nepomuceno e traz cartas de Cortázar e textos de Haroldo de Campos, Mario Vargas Llosa, Julio Ortega e Davi Arrigucci Jr. sobre o livro.

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