O fazedor

Jorge Luis Borges

176 páginas, publicado em 1960.

Um velho grego vai perdendo a vista e descobre que ainda lhe restam a memória de um punhal e a de uma mulher; com elas fará a Odisseia. Em outra página, um homem agradece a Deus por lhe ter dado, de uma vez, os livros e a noite.

O fazedor, de 1960, mistura prosas curtas, parábolas e poemas. Estão aqui "Borges e eu", em que o escritor público e o homem que anda por Buenos Aires se estranham, o "Poema dos dons", sobre a cegueira que chegou junto com a direção da Biblioteca Nacional, e "Os espelhos" e "Arte poética".

Marca a volta de Borges ao verso, e ele o tinha como o mais íntimo dos seus livros. Lê-se aos saltos, sem ordem. A edição da Companhia das Letras, de 2008, tem 176 páginas e tradução de Josely Vianna Baptista.

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