Jorge Luis Borges
Jorge Luis Borges (1899-1986), escritor argentino, é o autor de Ficções e O Aleph e um dos escritores mais influentes do século 20. Nasceu em Buenos Aires numa casa com biblioteca inglesa e avó inglesa, e leu em inglês antes de ler em espanhol. Passou a adolescência em Genebra e na Espanha, onde se ligou aos poetas ultraístas, e ao voltar a Buenos Aires publicou os poemas de Fervor de Buenos Aires (1923), Lua defronte (1925) e Caderno San Martín (1929), e os ensaios de Discussão (1932) e História da eternidade (1936). As biografias inventadas de História universal da infâmia (1935) já anunciavam o contista. Trabalhava numa biblioteca de bairro quando, em 1938, um ferimento na cabeça seguido de septicemia o fez temer ter perdido a razão, e foi depois disso que escreveu os contos que o consagraram, reunidos em Ficções (1944) e O Aleph (1949): labirintos, espelhos, bibliotecas infinitas e enciclopédias de mundos inventados, em textos curtos com rigor de ensaio. Com o amigo Adolfo Bioy Casares assinou, sob o pseudônimo H. Bustos Domecq, os Seis problemas para dom Isidro Parodi (1942) e outras paródias do romance policial. Opositor de Perón, perdeu o emprego na biblioteca em 1946; em 1955, após a queda do governo, foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional, no mesmo ano em que a cegueira hereditária se completou, ironia que escreveu no Poema dos dons. Daí em diante ditava o que escrevia, e voltou à poesia, agora com rima e metro, em O fazedor (1960) e O outro, o mesmo (1964), caminho que seguiu até Os conjurados (1985). Ensinou literatura inglesa na Universidade de Buenos Aires e deu conferências pelo mundo: as de Harvard, em 1967, foram reencontradas décadas depois e publicadas como Esse ofício do verso; as de Sete noites (1980) falam de Dante, das Mil e uma noites, do budismo e da própria cegueira. Nos contos tardios de O informe de Brodie (1970) e O livro de areia (1975) voltou aos temas de sempre com prosa mais despojada. Em 1961 dividiu com Samuel Beckett o Prêmio Formentor, que o tornou conhecido fora da Argentina, e em 1979 recebeu o Prêmio Cervantes; o Nobel, para o qual foi lembrado por décadas, nunca veio. Casou-se em 1986 com María Kodama, companheira de viagens e coautora de Atlas (1984), e morreu em Genebra poucas semanas depois.
No catálogo
- Esse ofício do verso
- Antologia da literatura fantástica
- Antologia pessoal
- Atlas
- Bioy & Borges: obra completa em colaboração
- Borges oral & Sete noites
- Curso de literatura inglesa
- Discussão
- Ensaio autobiográfico
- Ficções
- História da eternidade
- História universal da infâmia
- Nova antologia pessoal
- Nove ensaios dantescos & A memória de Shakespeare
- O Aleph
- O fazedor
- O informe de Brodie
- O livro de areia
- O livro dos seres imaginários
- O Martín Fierro, Para as seis cordas & Evaristo Carriego
- O outro, o mesmo
- Outras inquisições
- Poesia
- Primeira poesia
- Prólogos com um prólogo de prólogos